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O cartão de visitas vai acabar?

O pequeno retângulo ainda serve para aproximar pessoas e dizer quem elas são. Eles são feitos para serem pequenos, mas significantes. Diretos, mas não superficiais. Objetivos, e ainda assim: marcantes.

networking-cardCom o avanço da tecnologia e a chegada dos dispositivos eletrônicos, o papel sempre aparece nas palavras proféticas de especialistas da área. Há sempre previsões negativas acerca do futuro de jornais, revistas, cartões, entre outras formas consideradas arcaicas de ler, se informar, enfim, de viver.  Porém, o que se vê é a resistência de jornais impressos e revistas ao redor do mundo, mesmo com o apelo de tablets cada vez mais rápidos e com interfaces cheias de mimos.

Muito se falou sobre o cartão de visita, já que, hoje em dia, há aplicativos de mensagens, leitor de cartões, e ferramentas como o QR Code, que é um código de barras que pode ser escaneado pela maioria dos aparelhos celulares que têm câmera fotográfica. Através de um aplicativo, esse código vai redirecionar o cliente a um site específico. Dessa forma, se a empresa fizer um cartão com esse código, será possível fazer apresentações pessoais sem a impressão e distribuição de muitos cartões, desde que o cliente tenha o aplicativo para ler o conteúdo.

Ou seja, há diversas formas de se apresentar, de salvar um novo contato, de passar informações profissionais. Mas o papel retangular ainda resiste, não apenas pela praticidade, mas pela tradição que carrega. Muitos optam por cartões mais criativos. Por exemplo, uma empresa especializada em consertos de bicicleta, que entrega uma pequena ferramenta para consertos, com os dados de contato.

A questão é que, mesmo sem uma pitada de criatividade dessa envergadura, os lembretes físicos ainda são maioria, mesmo em empresa de grande porte e reconhecidamente sensíveis e aderentes às novidades tecnológicas. O fato do uso do cartão ainda perdurar se deve à sensibilidade do ser humano de se relacionar, de criar vínculos, de deixar uma marca e mostrar sua identidade. Mesmo com um simples cartão, é possível saber traços e características sobre a empresa. O cartão de visitas se mostra atemporal.

Outro aspecto importante do cartão é o fato de constar o cargo do responsável, evitando desagradáveis perguntas sobre o interlocutor.  Entregar cartões realmente não faz bem para o meio ambiente, e cabe às empresas investirem em formas sustentáveis de deixar a sua marca. Marca essa que, pelo visto, não será apenas pelo whatsapp, Facebook e Linkedin apenas; será pela lembrança tátil, visual.

Não é necessário exemplificar muito para afirmar que a troca de cartões serve para aproximar as pessoas; mesmo com as mensagens eletrônicas, ainda se fala, no ambiente comercial, em agendar uma visita para “trocar cartões”. Ou seja: trocar cartões gera convites para tomar um café, se reunir profissionalmente, almoçar e/ou jantar juntos, entre outros ritos sociais. Trocar cartões ainda é um ritual para lembrar e ser lembrado, para apertar a mão de um futuro cliente, para conhecer um novo fornecedor, para firmar uma parceria, estreitar um relacionamento, mesmo sabendo que esse cartão pode ir para o triturador depois.

Cartões não podem ser alegorias de carnaval, com cores que remetam a gostos pessoais, e nem devem carregar muitas informações, poluindo visualmente a apresentação. Os cartões servem para dizer quem você é, através de cor, tipologia, design, logomarca, entre outras informações. Ainda que no ambiente pessoal e familiar o uso não é necessário, no universo corporativo, trocar um cartão não é apenas para saber um telefone e/ou endereço. É para olhar no olho, criar empatia, reforçar um vínculo, e, por que não, tocar o coração das pessoas. O pequeno retângulo ainda serve para aproximar pessoas e dizer quem elas são. Eles são feitos para serem pequenos, mas significantes. Diretos, mas não superficiais. Objetivos, e ainda assim: marcantes.

Autor: Gerson Christianini



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