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Quer ser um bom comunicador? Use parábolas

Independente da religião é de se reconhecer que Jesus tinha uma capacidade de comunicação fantástica, e suas parábolas foram eficientes para o público da época.

construindo-o-discursoComunicar é uma facilidade para uns e uma dificuldade para outros. Para uns é espontâneo. Para outros gera calafrios. O fato é que conversar com alguém, falar em público, negociar um acordo, não deve ser visto com temor. Alguns têm facilidade, têm “dom”, mas outros têm disciplina e técnica, e conseguem atingir o mesmo objetivo.

A questão é que independente da classe social, da cultura e do patamar financeiro, é possível obter grandes resultados com uma comunicação eficiente.

Não é necessário ser um grande líder, um gestor e nem um executivo de vendas para se atentar às variadas técnicas de gerar empatia e de obter resultados positivos com a “construção” das frases e discursos.

Esse texto não é para religiosos. Não é para defender uma fé ou fazer apologia ao cristianismo. O que esse artigo propõe é um olhar sobre as técnicas usadas por Jesus para conseguir o retorno esperado do povo que ele encontrava durante suas caminhadas e pregações. Dentre as muitas análises que se pode fazer, hoje vou me atentar para o uso de parábolas.

Parábola, segundo o Aurélio, quer dizer: “narração alegórica na qual o conjunto de elementos evoca, por comparação, outras realidades de ordem superior”. Foram muitas usadas por Jesus. Para lembrar algumas: A ovelha perdida, o semeador, o rico insensato, o tesouro escondido, os dois devedores, o bom samaritano, o grão de mostarda, o trigo e o joio, enfim, foram muitas mensagens passadas não apenas de palavras e mais palavras repetidas de forma prolixa. Foram mensagens que transmitiram não apenas uma história, mas os valores que Jesus defendia.

Gestores, administradores, vendedores, marqueteiros, pais, filhos, enfim, todos passam uma mensagem e podem aprender algo com Jesus. Um gestor que quer fazer um discurso sobre a confiança, sobre a ética no trabalho e o espírito de equipe, não deve ficar enfatizando definições técnicas e nem repetir desenfreadamente sinônimos e mais sinônimos.

“Esse texto não é para religiosos. Não é para defender uma fé ou fazer apologia ao cristianismo. O que esse artigo propõe é um olhar sobre as técnicas usadas por Jesus para conseguir o retorno esperado do povo que ele encontrava durante suas caminhadas e pregações.”

Executivos de vendas que querem passar determinados valores ao cliente, não devem apenas ficar elencando verbos que têm a ver com a ideologia e cultura da empresa, mas sim contar histórias que passem ao cliente os valores que a companhia cultua. Pais que querem convencer os filhos de determinados propósitos, além de usar uma refeição para a série de conselhos e advertências, podem se atentar para histórias que transmitam os valores que eles precisam.

Vejo gestores falando de “mão na massa”, trabalho, foco, sem passar uma mensagem que realmente inspire seus subordinados. Vejo vendedores falando de ética, de respeito, aos clientes, de forma nada natural, sem coração e sem um contexto específico. É evidente que é preciso ter prudência e inteligência para contar histórias. Parafraseando o líder que viveu há 2 mil anos atrás, é preciso separar o joio do trigo. As mensagens precisam de uma “deixa”, de um ensejo, e, mais que isso, ter uma mensagem forte para a ocasião certa, para um público preparado.

Em suma: mais do que ter 3, 5, 10 palavras positivas, que possam inspirar seu interlocutor, tenha uma bela história, que evoque valores positivos, e desenvolva as pessoas ao seu redor. Jesus não foi o primeiro a usar parábolas. Era uma prática comum no Oriente transmitir valores e propósitos espirituais através de parábolas. Eram exposições curtas, comparações simples de se entender, mas de alto grau de penetração, pois continham o necessário para o público-alvo. Ou seja: mais que abrir a caixinha de frases prontas, conte boas histórias. Elas podem ser mais tocantes, mais inspiradoras e mais eficientes.

Autor: Gerson Christianini